domingo, 19 de julho de 2009

DEUS É FIEL


Há meses atrás Deus colocou diante de mim uma vendedora de planos de Saúde. À princípio, não me interessei, mas, diante da conversa bonita da mulher, me aproximei e decidi fazer o plano para minha filha Isadora.

Com a alegação de não ter doença nenhuma, minha filha não concordou muito com aquilo e tudo piorou quando ela ficou sabendo que o plano de saúde se limitava apenas a um hospital comprado pela instituição , o que motivara aquela promoção.

Tentamos cancelar o plano e felizmente fomos informadas que isto só poderia acontecer um ano depois. Revoltada, continuei fazendo o pagamento mensalmente, até completar o tempo previsto para cancelamento.

Certa noite, acordamos (eu e meu marido), com fortes batidas na porta do quarto, ocasião em que ficamos sabendo que Isadora estava sentindo fortes dores no estômago e aí resolvemos usar o tal plano.

Feito os exames constatou-se que ela precisaria se submeter urgentemente a uma cirurgia de vesícula motivo de tantas dores.

A cirurgia foi feita e para a glória do Senhor tudo foi um sucesso. Hoje eu louvo e agradeço a Deus pelo tal Plano de Saúde e pela Fidelidade de Deus.

Na Sua onisciência, quando Deus colocou aquela mulher, ali, na minha frente Ele já sabia o que iria acontecer e “Agindo Deus, quem impedirá?” (Isaias 43:13)

Coincidência? Não. Foi providência! Com toda certeza, Deus tem um propósito nas nossas vidas e em especial na vida de Isa.

Rick Warren em seu livro – Uma Vida com Propósitos, diz que “Deus determinou cada pequeno detalhe de nosso corpo. Ele deliberadamente escolheu sua raça, a cor de sua pele, seu cabelo e todas as outras características.

Ele fez seu corpo sob medida, exatamente do jeito que queria. Ele também determinou os talentos naturais que você possuiria e a singularidade de sua personalidade. A Bíblia diz: Tu me conheces por dentro e por fora, conheces cada osso do meu corpo; conheces exatamente como fui formado, parte por parte, como fui esculpido e vim a existir.

Uma vez que Deus o fez por um motivo, ele também decidiu o momento de seu nascimento e seu tempo de vida. Ele planejou os dias de sua vida antecipadamente, escolhendo o momento exato de seu nascimento e de sua morte. A Bíblia diz: Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana Tu já havias planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro!

Deus também programou onde você nasceria e onde viveria para o propósito dele. Sua raça e nacionalidade não são um mero acaso; Deus não deixou nenhum detalhe ao acaso. Ele planejou isso tudo para o propósito dele. A Bíblia diz: De um só fez ele todos os povos [...] tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Nada em sua vida é casual — tudo foi feito em função de um propósito. E o mais incrível: Deus decidiu como você nasceria. Independentemente das circunstâncias de seu nascimento e de quem são seu pais, Deus tinha um plano ao criá-lo(a)".

Seja você quem é... Creia... “Seu nascimento não foi um erro ou um infortúnio, e sua vida não é um acaso da natureza. Seus pais podem não tê-lo (a) planejado, mas Deus certamente o fez. Ele não ficou nem um pouco surpreso com seu nascimento. Aliás, ele o aguardava. Muito antes de ser concebido (a) por seus pais, você foi concebido(a) na mente de Deus. Ele pensou em você primeiro. Você não está respirando neste exato momento por acaso, sorte, destino ou coincidência. Você está vivo (a) porque Deus quis criá-lo(a)!” A Bíblia diz: O SENHOR cumprirá o seu propósito para comigo!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Histórias de Família

“Um dos hábitos saudáveis que as famílias modernas têm perdido é o de dedicar tempo para contar histórias para seus filhos. Menos ainda o de usar momentos íntimos, tais como refeições, finais de semana ou férias, para conversar sobre a origem, fatos pitorescos e até as dificuldades que os familiares, e seus antepassados, viveram ao longo da existência”. Esta é a opinião de Renato Bernhoeft, ao escrever para a revista Valor Econômico (8/5/2006).
No artigo intitulado Histórias da família estimulam o autodesenvolvimento, ele relata extensa pesquisa realizada pela Universidade Emory (Atlanta, EUA), que registrou e classificou as conversas de 40 famílias durante o jantar e encontrou que as histórias contadas podem ter uma influência muito maior do que se imagina na formação da auto-estima e na capacidade de aprendizado dos filhos.
Robyn Fiyush, professor responsável pela pesquisa, conclui que as famílias que contam suas histórias conseguem que seus filhos se saiam muito melhor, tanto na vida pessoal quanto profissional. É que “a história da família tem ligação direta com a auto-estima das crianças e sua capacidade de enfrentar problemas”, diz ele. E tem mais: nem sempre as melhores histórias são as que têm finais felizes. As histórias de parentes às voltas com situações tristes ou difíceis podem passar a sabedoria e a visão do que as crianças precisam para atingir realização e sucesso. As crianças que recebem esse legado familiar tendem a ganhar uma noção de identidade própria em relação a outros membros da família e ao passado, o que gera maior autoconfiança.
Diante dessas “descobertas científicas”, eu fico a pensar em nossa herança judaico-cristã, povoada de histórias. São histórias de família, sem dúvida; da nossa imensa família da fé. Histórias de heróis como Moisés e anti-heróis, como Sansão; de jovens que enfrentaram fornalhas ardentes; do pastor que, pela fé, abateu um gigante; de sábios que edificaram sua casa sobre a rocha e loucos que enterraram seus talentos. De líderes de visão, como Neemias e de filhos problemáticos, como Absalão. Quantas histórias, incorporadas ao nosso patrimônio simbólico desde tenra idade! E sacadas como luzeiros nos momentos de dúvida e indecisão.
Não é de hoje que conhecemos o poder desses relatos sobre a formação da identidade de nossos filhos. Não é de hoje que sabemos que a Bíblia não conta apenas o lado bom, os grandes feitos, mas também os erros e vícios e suas conseqüências. Não é de hoje que aprendemos a inserir nossas próprias histórias no contexto dessa nuvem de testemunhos, fazendo-nos parte dela; fazendo dela argamassa da nossa biografia pessoal.
Quando penso em quem sou, não tenho como separar todo esse legado de minha própria biografia. Em grande medida, eu sou produto dessa construção milenar. A história da família de Deus é a minha história.
Hoje, sem saber, a ciência descobre o que para nós tem sido mandato solene e imemorial: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6,7).
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Texto extraído do link de Rubem Amorese