domingo, 1 de agosto de 2010

E QUE GOVERNE BEM A PRÓPRIA CASA

Estamos nos aproximando das eleições, e revendo o texto abaixo, achei por bem postá-lo neste cantinho para que possamos fazer uma reflexão sobre quem vamos escolher para representar o nosso nome nas bancadas governamentais.

"Quero propor que, nas eleições deste ano, você vote em um economista. Não estranhe, não é qualquer economista. Para merecer seu voto, ele precisará ser competente, no sentido proposto pelo apóstolo Paulo, ao falar em eleições para presbíteros e diáconos (1Tm 3.4, 12).

Deixe-me explicar: a palavra “economia” é formada do grego “oikos” (casa) + “nomos” (ordem, governo). Economia, então, “oiko+nomia”, era a boa administração da casa, do lar. É por isso que Paulo nos recomenda que examinemos a vida familiar daquele que aspira ao episcopado, “pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?” (v. 5). O bispo, no caso, tinha funções de administrador, além de liderança espiritual.

Essa proposta pode suscitar um questionamento razoável, no sentido de que não devemos transpor nossos padrões ao mundo, nem lhe impingir nossa fé. Afinal, pretendemo-nos uma república laica. Concordo. Mas, não é isso que estou propondo. Estou apenas sugerindo aos meus irmãos cristãos um critério de escolha. Um critério bíblico para as eleições realizadas na igreja. Proponho um modo eclesiástico de olhar para um candidato secular. Pode ser? Claro que pode! Se o candidato for um reconhecido alcoólatra, podemos negar-lhe nosso voto. Não estaremos usando a recomendação “não dado a muito vinho”, encontrada no mesmo texto? E se for um “ficha suja”, não usaremos o critério “e que tenha bom testemunho dos de fora” para desclassificá-lo?

Você já reparou como, em muitos lugares do mundo, os políticos fazem questão de aparecer em público acompanhados do cônjuge e dos filhos? Claro que não estão pensando na Bíblia. Estão pensando em “marketing” político. E, mesmo que vivam às turras com o cônjuge ou que estejam se divorciando, em época de eleição isso precisa ser escondido, a qualquer preço. São proverbiais os casos de políticos que pagam uma fortuna para ter o cônjuge, sorridente, no seu palanque. Ora, se esse fenômeno, mesmo visto como hipocrisia burguesa, ainda vigora em muitas sociedades modernas, até nas mais secularizadas, por que não usar tal critério, agora, em tempos de lusco-fusco moral e político?

Alguém dirá que uma família de bandidos pode ser muito bem “administrada” pelo facínora maior. É verdade. Há famílias dedicadas ao crime com invejável “economia”. Porém, não somos eleitores tão ingênuos e alienados assim. Se procurarmos saber da vida privada daquele candidato que mora em nossa cidade, cujo filho vai à mesma escola que o nosso e cuja esposa compra no mesmo supermercado, então muita coisa poderá ser levantada sobre a competência “econômica” daquele candidato. Talvez essa seja uma das vantagens do voto distrital -- os candidatos estão mais perto dos eleitores.

Concentre-se nas relações familiares. Descubra como ele ou ela vive em família. Se possível, monte uma rede de informações, com seus irmãos e amigos. Dê preferência àquele candidato que tem a casa em ordem, independente de ele ser um iniciante, com pouco “ibope”. E atenção: não relaxe com religiosos. Todos devem ser submetidos ao mesmo critério. Se fazemos assim com irmãos da nossa igreja, por que não o faremos quando esses mesmos irmãos se lançarem na área pública?

Eu sei, é muito pouco. E as propostas dele? E o seu passado político? E as alianças que já fez ou que terá de fazer? Claro, tudo isso é importante. E vale a pena ser considerado. E faz parte da cidadania podermos avaliar tudo isso secretamente. Mas, se tudo isso estiver muito confuso para você, e todos, na televisão, parecerem cópias uns dos outros, então aplique ao caso o conselho de Paulo.

E, se você descobrir que aquela pessoa super cotada pela mídia é um desastre em “oikonomia”, não tenha dúvida, escolha outra. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da coisa pública? Pelo menos, você não estará errando no básico".
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Texto de Rubem Amorese
Publicado na Revista Ultimato n° 324.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

COMO TER O CORAÇÃO DE MARIA NO MUNDO DE MARTA


Texto: Lucas 10:38-42 - Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado a servir-te sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto uma só coisa é necessário; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.

Na Bíblia, encontramos alguns personagens, que nos inspiram... Que nos impulsionam a exercer uma vida cristã em sua dimensão mais profunda. E apesar da sociedade patriarcal hebraica daquela época, nós vamos encontrar na Bíblia, muitas mulheres que demonstraram ousadia em professar a sua fé.
Embora tenha sido escrito por um homem, um médico, o texto em referencia, é um texto que tem um olhar bem feminino. Lucas apresenta em primeira mão, as características de uma mulher que se enquadra exatamente no nosso contexto atual. Uma mulher (Marta), chefe de um lar... Sobrecarregada de afazeres impostos pela etiqueta social, cuja vida agitada lhe transformava numa vítima da injustiça.
Quantas mulheres hoje, não são responsáveis pela direção e pelo sustento das suas famílias, e por este motivo se sentem injustiçadas?
Em segunda mão, Lucas apresenta outra mulher – Maria, com todas as características de uma mulher cristã... Uma discípula de Jesus, cujo amor dedicado ao seu Mestre a tornava uma “Adoradora por Excelência”.
Pouco se sabe a respeito dessas mulheres. Elas são mencionadas pelo nome apenas três vezes: Lc. 10:38-42 (O texto que acabamos de ler); João 11:1-44 e João 12:1-11. Mas, através desses breves relatos, dá para perceber como devia ser a vida dessas mulheres em Betânia, lugar onde viviam com Lázaro seu único irmão.
Essas mulheres, não eram muito diferentes das mulheres de hoje...Somos parte de uma sociedade capitalista, onde todos são influenciados pelo corre-corre diário... E assim como a Maria do texto, algumas de nós, mulheres, desejaria dedicar-se ao Senhor... Embora as demandas diárias do mundo agitado não permita. E, a semelhança de Marta, lutam contra a exaustão, o ressentimento e o sentimento de insuficiência espiritual.
Analisemos, pois o mundo de cada uma delas... Segundo Lucas, durante uma de suas viagens, Jesus e seus discípulos são recepcionados por Marta, que, tudo indica era a ‘senhora’ responsável por todo o formalismo cerimonial da casa... E assim com qualquer mulher da nossa época, “Marta”, deixa de lado o cardápio do dia a dia e resgata todos os livros de receitas guardados no fundo das gavetas...Afinal de contas... Ela estava recebendo em sua casa “o Messias”, o homem que deveria salvar o seu povo da escravidão do pecado.
Marta amava seu Mestre e isso ela só sabia demonstrar através do seu serviço. Ela assemelhava-se a mulher virtuosa descrita em PV.31.
O texto não diz, mas, acredito que enquanto cuidava do cardápio, a mente de Marta trabalhava... E ela pensava: Será que Jesus e seus seguidores passarão a noite aqui? E Marta continua a divagar... Se Jesus for mesmo passar a noite aqui... Alguém precisaria trocar os lençóis das camas e providenciar algumas toalhas...

É aí que ela se lembra... Maria poderia ver isso para mim... Mas, onde está Maria? Alguém a viu?
Eu fico a imaginar a raiva que ela deve ter sentido, quando procura a irmã e a encontra sentada “preguiçosamente” aos pés do mestre, enquanto a casa toda está em alvoroço...
Revoltada e sentindo-se injustiçada, Marta argumenta: Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado a servir-te sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude.

E qual não foi a decepção de Marta (que esperava uma manifestação de repreensão de Jesus para com sua irmã), quando Jesus lhe responde: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto uma só coisa é necessário; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.
O texto não permite dizer se uma estava certa e se a outra estava errada... Uma coisa, porém, esse texto me ensina...Quando Marta e Maria estiveram diante da mesma escolha – trabalhar ou adorar- Jesus disse: “Maria escolheu a melhor parte”. Para mim, isto significa dizer que “a melhor parte” estava ali... Disponível... Tanto para Maria como para Marta... E ela também está aqui agora... Cabe a mim ou a você... “Marta” ou “Maria”... Escolher a melhor parte...
E aí você poderá dizer... Mas, qual é a melhor parte? Sentar e ouvir? Adorar? É errado trabalhar?
Não é isto o que estou dizendo, e nem é isto o que o texto diz. O que o texto me diz é que as coisas de Deus, devem estar em primeiro lugar, em nossas vidas(MT.6:33).

Cuide do meu negócio e eu tomarei conta do seu. Abra espaço em seu coração para mim e eu abrirei espaço para todas as outras coisas. É isso que Jesus queria dizer.
Maria teve sabedoria para entender que entre a agitação da casa... Entre a agitação dos trabalhos domésticos... Jesus era mais importante e consequentemente, deveria ocupar o primeiro lugar em seu coração. Maria soube estabelecer a adequada prioridade da vida. Ela estava diante de Jesus. E diante de Jesus, o trabalho (a preparação da comida, a arrumação da casa, que eram as atividades naquele momento) podiam esperar. Naquela hora, a prioridade era ouvir os ensinos de Jesus Cristo. Aquele era um momento raro e tinha que ser desfrutado.
Não é fácil estabelecer prioridades. A maioria de nós tem dificuldades nesta área. Em geral, sequer pensamos que precisamos fixar prioridades, estabelecendo o que é mais importante, ou pouco importante na vida. Vivemos sobrecarregados com a tirania da urgência. Maria, sabia que Jesus ia ficar pouco tempo em sua casa. A hora era de ouvi-lo, porque aquela oportunidade jamais poderia voltar.
Dê prioridade a Jesus. Trabalhe, mas não se esqueça que o trabalho não pode nos afastar de Jesus. Divirta-se, mas não se esqueça de levar Jesus junto, para que a alegria seja completa.
Maria entendeu que a vida não é feita só de coisas materiais... Ao se colocar aos pés de Jesus, ao lado dos outros discípulos e como um deles, Maria entendeu a verdade ensinada ao seu povo desde tempos imemoriais: Não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem (Deuteronômio 8.3).
Por outro lado, não se pode negar que Marta fosse uma mulher de valor. Trabalhadora como ninguém. Mas, embora tivesse qualidades, faltavam-lhe algumas virtudes essenciais, as quais se aplicam à nossa vida em geral e a vida cristã em particular.
Qual foi o erro de Marta?
1. Marta trabalhava muito (parabéns!), mas na hora errada. Quem sabe... Jesus avisou que chegaria... Mas, havia lhe faltado planejamento. E agora apavorada com tanto serviço, não pode desfrutar da presença de Jesus. Portanto, o erro de Marta não foi trabalhar, mas trabalhar na hora errada.
Quantas de nós não age assim? Quantas de nós não deixa tudo pra última hora?
2. Marta trabalhava muito (parabéns!), mas com uma atitude errada. Ela não trabalhava de boa vontade; ela trabalhava reclamando. Quando viu sua irmã ocupada com outra tarefa (estudando com Jesus), não se conteve e tentou usar o próprio hóspede para corrigir a irmã. Portanto, o erro de Marta não foi trabalhar e sim, se achar uma vítima da injustiça.
3. Marta trabalhava muito... Mas, ela não conhecia seu Mestre o suficiente para entender que Ele queria tão pouco... Que talvez Ele quisesse apenas descansar e ela se enchia de cuidados!
Isso acontece com muitas de nós, mulheres... Ás vezes, os maridos exigem tão pouco... Somente sossego e paz para descansar enquanto gastamos tanto tempo na cozinha e insatisfeitas, começamos a reclamar...
4. Marta trabalhava muito (afinal alguém tem que trabalhar!), mas trabalhava mais do que o necessário. Talvez ela fosse daquelas que, em casa, fazem mais comida do que o necessário, compram mais comidas, refrigerantes do que o necessário. Ou seja, Marta se deixou consumir pelo trabalho. Ela era compulsiva...

Quantas de nós age isso? Acontece muito com as mulheres casadas. Não dividem os fardos com seus maridos e totalmente sobrecarregas, se sentem vítimas da injustiça... Não sobra tempo para ir a igreja... Para fazer um curso de especialização...
(Eu em particular, quantas vezes, já me senti assim).

A ansiedade incontrolada de Marta a impediu de equilibrar sua vida entre o trabalho e o descanso, entre o trabalho e o estudo.
A vida da maioria de nós é dura, mas sempre haverá uma forma de fruir a vida. Quem puder viajar que viaje. Há gente que acumula, acumula, acumula, para nunca desfrutar, para nunca fazer a viagem que sempre sonhou. Quem puder jantar fora, que jante. Não é pecado entrar num restaurante. Pecado é não entrar. Mesmo que você viva sempre na escassez, há passatempos que não custam nada. Passeie. Leia. Ouça uma boa música. Converse. Coloque o trabalho no seu devido lugar. Esse foi o erro de Marta. Ela não soube administrar o seu tempo. Na realidade somos todos Martas. Corremos, desde cedo, de um lado para o outro. De casa para a escola, da escola para casa... Adultos, corremos de casa para o trabalho, do trabalho para a faculdade, da faculdade para casa. Quando chega o fim-de-semana, inventamos algo bem agitado para fazer, porque afinal ninguém é de ferro.
Jesus, no entanto, nos convida para “escolher a melhor parte”. E à medida em que aprendemos o significado de “escolher a melhor parte” da intimidade com Cristo, inicia-se em nós uma mudança de vida.
Certa pessoa uma vez disse: “Acho que sou uma Marta e sempre serei assim”. (Esta pessoa tinha a síndrome de Gabriela).

É possível mudar sim, gente! Ninguém está destinada a viver presa a uma determinada natureza...

Sobre o nosso potencial de mudança, disse assim o nosso Deus pelo profeta Ezequiel 36:26-27 -
Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis.

E essa transformação é exatamente o que vamos ver na continuação das histórias de Marta e Maria nos Evangelhos.

Marta, não põe de lado sua personalidade... Ela não desiste do seu “hobbe” de cozinhar nem queima seus livros de receitas para simplesmente adorar a Jesus. Ela também não tenta ser igual a Maria... Ela simplesmente obedece... Ela aprende que há o momento certo para trabalhar e o momento certo para adorar.

Vejamos o texto: Jo.11:5-22 -
Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Quando, pois, ouviu que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde se achava. Depois disto, disse a seus discípulos: Vamos outra vez para Judéia. Disseram-lhe eles: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e voltas para lá? Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz. E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, ficará bom. Mas Jesus falara da sua morte; eles, porém, entenderam que falava do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu; e, por vossa causa, folgo de que eu lá não estivesse, para que creiais; mas vamos ter com ele. Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos seus condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele. Chegando pois Jesus, encontrou-o já com quatro dias de sepultura. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios. E muitos dos judeus tinham vindo visitar Marta e Maria, para as consolar acerca de seu irmão. Marta, pois, ao saber que Jesus chegava, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. E mesmo agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.

Vamos imaginar que a casa em Betânia estivesse cheia de pessoas ao redor daquelas mulheres para consolá-las... Isso significa dizer que a situação é a mesma... (A casa de Marta estava cheia de gente e como boa anfitriã, ela deve ter se preocupado em receber bem). No entanto, o que o texto nos mostra é que quando alguém trouxe a notícia de que Jesus estava a caminho, foi Marta e não Maria quem correu para encontrar o Mestre.(v.20). Os convidados... Os deveres... Nada importava mais do que Jesus. Em seguida, Marta pronuncia algo que revela o quanto ela havia mudado desde o último encontro. Ela diz: Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. E mesmo agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.(vs.21 e 22). Com essa resposta, ela dá um testemunho de plena fé.
A Bíblia diz que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo (Rm.10:17). Isto significa dizer que Marta ouviu a Jesus e obedeceu. Consequentemente, ela escolheu a melhor parte. Em vez de se lamuriar exigindo que Jesus fizesse as coisas do jeito dela, (Não te importas? Dizia ela no texto de Lc 10) Agora, Marta declara sua fé, e acima de tudo declara que Jesus poderia fazer tudo o que fosse necessário.
Maria também mudou. Embora sua natureza contemplativa faça dela uma adoradora nata, na hora certa, ela agarra a oportunidade de servir de um modo maravilhoso e sacrificial. É isso que nos mostra o texto de João 12:1-3 – “Veio, pois, Jesus seis dias antes da páscoa, a Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Deram-lhe ali uma ceia; Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele”.

Vejam que Marta continua boa anfitriã... O v.2, diz que Ela servia...Continuando, o v.3 diz: Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus, e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do bálsamo.

Tentemos imaginar o que Maria sentiu naquele dia aos pés de Jesus... Ali estava tudo que de melhor ela possuía... seu precioso ungüento... Resultado de muito trabalho... Quem sabe, ela tenha olhado fixamente o vaso de alabastro e tenha se perguntado: Será que posso? Será que devo? Afinal... Ninguém me dá nada sem que eu trabalhe... Mas, o amor extraordinário que enchia seu coração falou mais alto... E ela disse:
“Sim, Senhor, Eu lhe darei tudo de mim”.

Até que finalmente ela quebra o vaso e sem se importar com o que os outros vão achar, como foi o caso de Judas, no v. seguinte... Sem se importar se irão achá-la exagerada ou não, ela dispõe todo o seu tesouro aos pés de Jesus...

Quando fazemos como ela, muitos criticam dizendo que é exagero, emocionalismo ridículo que não agrada a Deus. Mas não foi bem isso que Jesus disse a respeito da atitude de Maria!

Ele, que foi o alvo desse gesto, desse amor sem limites... Em Marcos 14:9, Ele disse:
Em verdade vos digo que, em todo o mundo, onde quer que for pregado o evangelho, também o que ela fez será contado para memória sua.


Essa é a lição que podemos tirar das duas irmãs de Betânia. Duas mulheres completamente diferentes que sofreram uma trasformação bem diante de nossos olhos.

A mulher audaciosa se torna mansa, e a meiga, se torna corajosa. E você?

Eu não sei quais são as atribuições do dia a dia de vocês. Mas, assim como Jesus acolheu Maria para se sentar aos seus pés na sala de estar e convidou Marta para deixar a cozinha por um instante e gozar da melhor parte... Ele convida você também para escolher a melhor parte.

Quem sabe você esteja vivendo naquele lugar de bem estar contínuo diante de Deus, servindo e amando ao Senhor um dia de cada vez...No entanto, se esse não é o seu caso, se você é uma lutadora como eu, anime-se! Deus tem um caminho melhor para nós... Em 2 Coríntios 4:16 - 17, Paulo escreve:
“Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória”.

É de glória em glória... È de glória em glória, que Ele vai nos transformar!

Portanto, se você ainda não chegou lá, mas, deseja o tipo de coração de Maria, num mundo de Marta, veja o vídeo abaixo: